CONSUMO CONSCIENTE

FASHION BUSINESS

ECO FRIENDLY

Eu sou Neila Bahia,
a pessoa por trás da Hey, Missmoon

Sou formada em Jornalismo e, em 2009, depois sair da faculdade e me especializar em Comunicação e Marketing de Moda, ingressei no mercado atuando como assessora de comunicação para o fashion business. Posterior a isso, trabalhei como supervisora assistente, na produção de roupas femininas, onde descobri o meu amor pelo vestuário!

EDITORIAL
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A magia dos corantes naturais


Embora ainda não seja uma realidade na indústria da moda, fico feliz em saber que muitas marcas ligadas ao slow fashion estão dando preferência ao método tradicional e pouco agressivo para o tingimento de tecidos.



O fato de eu amar o tingimento natural não está relacionado somente ao fato desse processo ser mais  mais seguro para nós e para o meio ambiente, mas também por ser extremamente bonito! É muito difícil encontrar marcas que estejam dispostas a mergulhar no fazer, resignificando seus lucros e o fazer roupa.

Todo mundo precisa pagar contas e ter seu rico dinheirinho no final do mês. Mas, depois de tudo isso, o que fica? É nisso que precisamos pensar. Será que acumular dinheiro é tão importante assim? Qual o problemas em viver com menos, mas ter qualidade de vida? Não digo uma vida imediata, mas aquela que teremos com o passar do tempo. Que as nossas crianças terão.

Água contaminada por metais pesados é só uma das consequências. 


Conhecidos como azocorantes eles são muito utilizados na indústria têxtil principalmente por sua facilidade de produção, baixo custo e grande variedade de cores, porém eles são altamente  prejudicais tanto para o meio ambiente quanto para nós, humanos.

O uso de corantes para tingimento não é uma prática atual. Esse hábito já existia na antigas civilizações do Egito e da Índia, há mais de dois mil anos. Antigamente, os corantes utilizados eram os naturais, extraídos principalmente de plantas, o que caracterizava um processo de tingimento bastante rudimentar e tradicional.

Com a tecnologia, os naturais foram rocados pelos sintéticos, que podem ser produzidos em diversos tipos de cores e tonalidades, além de apresentarem alta resistência quando expostos, por exemplo, a condições de luz, lavagem e transpiração. De uma vasta opção de fibras para a produção têxtil, a fabricação de corantes concentra-se, em geral, no atendimento à demanda dos tingimentos de fibras de algodão, náilon, acetato de celulose e poliéster.




Os resíduos provenientes da indústria de corante ou de processos envolvendo tingimento também são um preocupação constante. Os principais problemas ambientais dos corantes têxteis estão relacionados ao impedimento da penetração da luz nos corpos d'água, afetando os seres vivos que dependem dela direta e indiretamente.

O lançamento nos rios de corantes que possuem metais pesados, como cobalto, níquel e cobre, também são um grande problema para o meio ambiente e para a saúde humana. Se esses efluentes penetrarem no lençol freático ou o agricultor utilizar a água contaminada para irrigar as plantações, os problemas relacionados podem ser muitos, como a contaminação de pessoas pela ingestão dos alimentos irrigados, contaminação pela ingestão dessa água e morte de espécies da fauna e da flora local.

Mas, não é só isso; os corantes sintéticos podem apresentar riscos toxicológicos à saúde humana e estão diretamente relacionados com o tempo de exposição, sensibilidade da pele, sensibilidade das vias respiratórias e ingestão oral.

Alternativas naturais


A população também pode optar por utilizar roupas e outros artigos têxteis em sua forma natural, sem a utilização de corantes, como roupas que são feitas a partir de fibras de algodão que já são coloridas naturalmente por manipulação genética - o que torna o produto ainda mais original contribuindo para a minimização dos impactos causados pelos corantes.

A manipulação genética pode se rum opção, mas está longe da realidade de muita gente, inclusive da minha. é aí que entram obtidos a partir de minerais e plantas - eles podem ser extraídos de raízes, folhas, casca, madeira, frutas, flores e fungos, até mesmo o desperdício de alimentos como certas cascas e caroços podem ser usados ​​para o tingimento. Os corantes podem vir diretamente da planta fresca ou para tingimento mais comercial, eles são tipicamente secos, em pó ou extraídos.

Como tingir naturalmente


O método é muito simples! Basta adicionar o material corante à água quente durante algum tempo para criar um banho de tingimento.

Em seguida, o tecido deve ser colocado no recipiente. Muitas vezes precisa ser mexido para obter uma cor uniforme e dar tempo para absorver o corante - normalmente, quanto mais tempo o tecido for deixado no banho de tintura, mais profunda será a cor. Corantes como o índigo são fixados quando oxidam, então você tem que repetidamente mergulhá-lo no banho e pendurá-lo para aprofundar a cor.

Essa foi um explicação bem rapidinha e que talvez não te ajude muito se você não sabe como fazer. É legal entender um pouco de química, reação... A boa notícia é que existe muito material gratuito disponível e pessoas que vivem para isso e estão super dispostas a ajudar. <3

Lembro que esse método não dá o acabamento que provavelmente você está acostumada, mas ele é infinitamente adequado ao que precisamos. 😊

Vamos juntas?



Todos os Direitos Reservados.



30 pequenas atitudes que vão ajudar o salvar o planeta

planeta sustentavel e meio ambiente

O que era visto como chatice, agora é elegante e imprescindível. Cada vez mais pessoas e instituições estão engajadas na melhora da qualidade de vida na Terra.

Para amenizar o nosso impacto ambiental não é preciso atitudes grandiosas; pelo contrário, através de pequenas coisas podemos contribuir para uma mudança incrível! Vê só:

01. Nunca jogue fora as roupas que não usa mais. Tente resinificá-las ou doe para quem precisa;
02. Comece um guarda-roupa de cápsula (veja mais aqui);
03. Substitua os descartáveis (absorvente, fraldas, coador de café...);
04. Tente primeiro consertar os itens antes de jogá-los fora;
05. Dirija menos - em vez disso caminhe, ande de bicicleta, pegue o transporte público;

06. Use produtos de limpeza naturais, biodegradáveis e não tóxicos;
07. Adote a troca de roupas com outras pessoas (existem feirinhas bem legais);
08. Opte sempre por cosméticos livres de crueldade animal;
09. Entre em contato com suas marcas favoritas e procure saber a procedência das suas roupas;
10. Reduza a consumo de produtos de origem animal;

11. Sempre que possível, dê preferência aos produtos orgânicos em suas compras;
12. Sempre leve consigo um copo / garrafa reutilizável;
13. Planeje suas compras e reduza o desperdício de alimentos;
14. Dê preferência aos pequenos produtores locais;
15. Faça trabalhos voluntários;





16. Evite produtos sintéticos e/ou com microplásticos (vejo o impacto desse material aqui);
17. Compartilhe suas descobertas de moda sustentável favoritas nas redes sociais;
18. Procure ajudar pessoas e animais em situação de vulnerabilidade;
19. Leve sempre uma sacola ecológica contigo e evite a todo custo o uso as descartáveis de plástico;
20. Existem diversos postos de coleta, não jogue óleo de cozinha direto no ralo;

21. Economize água e energia;
22. Não compre e nem venda animais;
23. Descarte pilhas, baterias e materiais eletrônicos em pontos apropriados;
24. Plante uma árvore e ajude a cuidar das existentes;
25. Reduza o uso de papel (impressão, embrulho, guardanapos...);

26. Compre roupas duráveis;
27. Curta passeios ao ar livre (praias, praças, parques, feiras, cachoeiras...);
28. Nunca esqueça de levar seu lixo e descartá-lo em um lugar adequado;
29. Cultive uma hortinha;
30. Repasse essa corrente informando outras pessoas.

Garantir um ambiente saudável é tarefa de todas nós e, portanto, é fundamental que as informações sejam repassadas a todas as esferas de uma população. As pessoas em situação de vulnerabilidade são as que mais precisam da gente, pois sequer tem acesso a educação de qualidade, saneamento básico, comida... Cabe a nós que somos privilegiadas contribuir para mudar isso!

Tenhamos em mente que precisamos zelas pelo planeta, a nossa casa, que nos foi presentada com tanto Amor. Vamos lembrar que as crianças são as que mais sofrerão com as consequências do impacto negativo dos humanos na natureza.

Vamos juntas?




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Microfibras, microplásticos... o que são e o que temos a ver com isso



Provavelmente você já ouviu falar sobre a fossa das Marianas. Mas, se não sabe, eu te conto que este é o local mais profundo dos oceanos. Com extensão superior a 11 mil metros, as fossas ficam no Oceano Pacífico, ao leste das ilhas Marianas, e já chegou a ser explorada por humanos ao seu ponto mais fundo em 1960.

Mas, acredite, nem um lugar tão isolado está a salvo da nossa poluição. Uma sacola plástica, como aquelas oferecidas em supermercados, foi encontrada nas fossas. Esse é agora o pedaço de lixo plástico mais profundo já encontrado. É impressionante como a nossa civilização consegue contaminar todas as partes do planeta.

E não basta apenas atirar lixo diretamente nos mares, mesmo em casa estamos poluindo as águas enquanto inofensivamente lavamos nossas roupas. Novos estudos mostram que enormes quantidades de minúsculas fibras de tecidos sintéticos estão indo parar nos oceanos a partir de nossas máquinas de lavar, contaminando assim a fonte de alimento dos animais aquáticos.

Um estudo recente comprovou que um casaco de lã sintética - a que mais solta microfibras - lança uma média de 1,7 desse material por lavagem, dos quais cerca de 40% entra nos sistemas de água naturais. O problema é que essas fibras são muitas vezes tão minúsculas que os filtros convencionais das máquinas de lavar não são capazes de capturá-las.

Estamos comendo microplásticos


Sabemos que o lixo jogado diretamente no mar são ingerido pelos grandes animais aquáticos, mas esse não é o único problema. Para se ter uma ideia, organismos minúsculos, e que formam a base da cadeia alimentar marinha, foram filmados se alimentando com partículas de plástico. 

O copépodes (um tipo de zooplâncton que se alimenta de algas no oceano) tiveram suas imagens capturadas por uma equipe de cineastas e pesquisadores que usaram um microscópio para coletar imagens que servisse de alerta sobre como a poluição está afetando até mesmo as menores criaturas do marinhas.

Parece impensável, mas com a ajuda de um corante fluorecente foi possível ver os pequenos pontos verdes - que são pedaços de microplásticos - sendo ingerido pelos plânctons. Assim como tartarugas e outros animais confundem o lixo com comida, o mesmo acontece com esse micro-organismo.

Daí, não precisa pensar muito para concluir que peixes, camarões, lulas, lagostas e uma infinidade de vida marinha que comem esses plânctons, são pescados e vendidos nas feiras. Posteriormente, nós compramos e os consumimos. Consegue ver a extensão desse problema? Precisamos quebrar esse ciclo!

O que podemos fazer?


Para combater o problema, os pesquisadores sugerem que as marcas de roupas e fabricantes de máquinas de lavar elaborem novas pesquisas e considerem a importância de reduzir as emissões de microfibras nas redes de esgoto. 

Quanto à nós, pequenas atitudes podem minimizar o problema. Aqui entra o consumo consciente que faz toda diferença! 

Sempre que possível:
  • Aproveitar uma peça que já exista (brechós, upclyclyng);
  • Dar preferência a roupas pessoais feitas com tecidos naturais ou artificiais não sintéticos;
  • O mesmo vale para roupas de cama, mesa e banho;
  • Cobrar das marcas ações que protejam o meio ambiente.

Infelizmente os tecidos feitos de garrafas PET recicladas não são biodegradáveis como as fibras de tecidos naturais como algodão ou artificiais como modal, liocel e viscose. O ideal seria se as marcas fabricassem somente plásticos biodegradáveis feitos de amido de plantas que dissolvem na terra ou na água. Temos muitas opções de fios biodegradáveis feitos de cana de açúcar, milho, trigo e beterraba.

Nós que temos acesso à informação somos responsáveis por estender e divulgar esses dados ao máximo e exigir que essas atitudes se tornem comuns. Somos responsáveis também por exigir que todas as marcas se tornem sustentáveis - todas, sem exceção - pois, só assim, isso será acessível aos consumidores em situação de vulnerabilidade e que não podem sequer escolher que tipo de tecido vai consumir.

Podemos contar com você?



@heymissmoon
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Slow fashion - Consumo consciente e Moda justa


O termo Slow Fashion foi usado pela primeira vez em 2004, pela escritora de moda Angela Murrills e, desde então, vem ganhando força cada vez mais. 

Não é de hoje que a gente sabe que a indústria da moda é uma das maiores poluidoras mundiais. Isso significa que com os aproximados 80 bilhões de peças de vestuário sendo produzidos por ano há uma degradação ambiental sem precedentes.

Sem contar a pior parte dessa história: a contratação de mão de obra escrava ou com similaridade à escravidão, onde milhares de pessoas trabalham até ficarem exaustas, quando não até serem mortos. Temos relatos

Assim, o movimento Slow Fashion surge na direção contrária do fast fashion e defende uma produção da moda de forma consciente e ética, respeitando os aspectos ambientais, sociais e econômicos. O movimento propõe uma produção mais lenta e programada, em um ritmo mais saudável e alinhado aos ciclos naturais.

Foi assim que Angela Murrills chamou a atenção para as diferenças desse método  com o do seu antagônico, o fast fashion - que é a produção em massa de roupas, que gera dependência do consumidor, pois as produções de curta durabilidade possuem preços baixos aliado ao marketing apelativo e de massa, incentivando assim a compra descontrolada e continuamente.





É por isso a enorme a importância de difundirmos o modo de produção desacelerado, para assim tornar conhecidos os pequenos produtores, muitas vezes artesanais, que trazem em suas peças durabilidade e a certeza de quem a produziu e em que condições. A maioria dessa cadeia produtiva trabalha com amplas pesquisas para garantir criações atemporais, justamente para que elas durem por anos, gerando muito menos lixo no mundo

Infelizmente, ainda temos um grande dificultador que é a impossibilidade de reduzir custos, para baratear as peças. Nisso, muitas lojas trabalham com preços mais altos o que afasta o consumidor de que não pode pagar por uma moda limpa. Acredito que ainda encontraremos uma solução para o ciclo vicioso criado pela grande indústria que causa tanto desequilíbrio. 

Mas, enquanto isso não acontece, busquemos sempre alertar pessoas próximas sobre o consumo consciente, que quando se trata de moda menos é mais sempre. Afinal, é bem melhor investir em uma peça que vai durar um ano - ou mais - do que comprar duas que permanecerão em bom estado por um mês, dois no máximo, porque desbota, descostura, fica larga ou encolhe. 

Pretendo escrever posts sobre algumas marcas que trabalham com o conceito de produção desacelerada que eu tanto prezo. Não deixe de acompanhar o blog para saber mais! 😉



@heymissmoon
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Monte seu armário cápsula em 6 passos simples


Se você ainda não sabe o que é um armário cápsula, vou explicar bem resumidamente esse conceito que vem mudando a maneira como algumas pessoas se vestem e consomem peças do vestuário.

O termo surgiu lá pela década de 70, com a estilista Susie Faux, que propôs um guarda roupa com poucos itens, mas que todos combinassem perfeitamente entre si.

Com o power-dressing dos 80 anos a ideia ficou meio que esquecida, sendo resgatada agora nos anos 00. Uma das principais defensoras e que resgatou essa técnica foi a blogger norte-americana Caroline Rector, do Unfancy, que decidiu criar um para o verão com um número limitado de itens.

O legal é que você pode otimizar o que já tem e comprar apenas o necessário. O primeiro passo é organizar o guarda-roupa. Com isso você deve separar e analisar as peças que você possui, ao final  dará destino a cada item: Permanece, doa/vende ou descarta. o que vai permanecer será apenas o que de fato será usado e combinará com todas os outros.




O esquema ensinado no Unfuncy para montar armário cápsula feminino é o seguinte: 9 pares de sapato, 9 peças de baixo, 15 blusas, 2 vestidos e 2 casacos. Para chegar a essas quantidades a Caroline pensou em quantas peças precisaria, mas isso pode variar de acordo com sua rotina/região. O ideal é que você tenha mais peças de cima do que de baixo, porque a criação de looks pode ser inúmera!

Seguindo esses 6 passos você poderá ter um armário inteligente e sustentável!

1. Cotidiano: Faça uma lista das suas atividades diárias. Trabalha em home office? Sai com frequência ou tem apenas reuniões esporádicas? Onde costuma ir nos fins de semana? Faz frio ou calor excessivo? Anote tudo e perceba o como precisa se vestir diariamente.

2. Identificação do seu estilo: Se já tem essa questão bem definida, ótimo! Se não, apenas identifique pelo menos 3 palavras que definem a forma como você se veste. Eu, por exemplo, sou básica, com pitadas de rock 'n' roll e misticismo. Cortes retos e minimalistas fazem meus olhos brilharem; para acessórios, bolsas e sapatos acrescento esses dois elementos que citei.

3. Marcas: Faça uma pesquisa antecipada das suas labels favoritas. Opte sempre por peças produzidas de forma limpa e que durem. Não esqueça que o consumo consciente é o propósito do armário cápsula. O seu orçamento deve ser levado em conta sempre, é claro.  

4. Cores e estampas: Tenha uma paleta já é bem definida, isso será fundamental para combinar as peças. Isso facilitará a montagem. O Pinterest é um ótimo lugar para pesquisar que cores combinam com laranja, se essa é a sua cor favorita, por exemplo. 

5. Peças-chave: Sabe a história do jeans e camiseta? Esses são exemplos de peças chave. É aquele item clássico e que vai bem com  absolutamente tudo.

6. Looks-chave: Anote aqui as composições que ama usar. Prefere cardigã ao blazer? Invista no primeiro item sem duvidar. Menos é mais, não reclame dessa máxima genial.

Perceba que com atitudes simples podemos impactar toda uma estrutura projetada para incentivar o consumo exagerado. Seja a revolução que o mundo precisa e tenha apenas o necessário, nem mais nem menos, só o necessário. A natureza vai te devolver as melhores coisas, pode apostar!




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Fashion Revolution - Você é parte disso



"Eram duas horas da tarde e ainda não havia almoçado. As três meninas que trabalhavam com Silveria olhavam para a patroa com pena e medo. Não ousavam dizer mais nada. Já haviam insistido. ‘Você vai morrer se continuar trabalhando assim'."

Esse é um trecho do livro Bienvenidos: história de bolivianos escravizados em São Paulo, de Susana Berbert. Pra mim é como uma espécie de emblema do Fashion Revolution, um movimento criado por um conselho de líderes da indústria da moda sustentável mundial que se formou depois do desabamento do edifício Rana Plaza em Bangladesh, em 2013, onde funcionava uma fábrica de tecidos em condições deprimentes de trabalho e segurança e que resultou em 1.133 mortos e 2.500 feridos.
Assim, surgia o Fashion Revolution Day, um dia para chamar atenção para a cadeia produtiva da moda com campanhas para conscientização sobre o real custo da indústria e seus impactos sociais e ambientais, mostrando ao mundo que a mudança é possível através do comprometimento em criar um futuro mais sustentável e com mais transparência.


E NÓS, OS CONSUMIDORES, COMO PODEMOS AJUDAR NESTA AÇÃO?

Muito simples: começando por se questionar: "Quem fez minhas roupas?". Essa pergunta é fundamental para identificar todo o processo de confecção; desde quem colheu o algodão até quem pregou o último botão na peça. Com essa simples atitude poderemos passar a consumir de forma consciente, comprando de marcas que estão comprovadamente de acordo com as normas de segurança, condições de trabalho dignas e utilizando insumos e práticas sustentáveis. Percebem o poder que temos nas mãos? É preciso se manifestar e ter empatia por trabalhadores que literalmente dão suas vidas para que possamos nos vestir. Então, pedir transparência e condições conscientes e sustentáveis na moda é a forma de parar essa indústria inescrupulosa e cruel.





A princípio parece meio distante e muito utópico, mas garanto que a cada pessoa impactada por essa ideia será mais um pessoa e mais uma pessoa. Por isso, temos que fazer nossa parte.


PRECISO MESMO DE MAIS UMA PEÇA? 

A gente sabe que a publicidade a todo tempo nos impulsiona a comprar, mesmo que não estejamos precisando. Quem trabalha com Moda, especialmente os influencers, muitas vezes precisa trazer novidades, estimulando as outras as pessoas a consumirem uma peça nova e indispensável. Acredite que não é bem assim e se pergunte sempre: realmente, eu preciso dessa peça? Como e por quanto tempo a usarei? Ela é durável de fato? E a mais importante: alguém precisou sofrer para que eu a tivesse?

Por fim, se você decidir por comprar algo novo, pesquise se a empresa fornece informações da sua produção e das condições de trabalho de quem confecciona as peças, se fiscaliza seus terceirizados e garante que sua cadeia produtiva não tem trabalho escravo e nem em condições precárias. Hoje em dia isso é muito fácil de fazer, a internet nos oferece todas essas informações! Sem contar que as empresas que colaboram para uma moda justa fazem questão de expor isso e de forma transparente apresentam todo o seu processo de produção.

Se você é o profissional e precisa fazer o seu trabalho de divulgação, escolha sempre prestigiar o pequeno produtor, aquele que, como costumamos dizer, não irá comprar mais uma casa de praia luxuosa, mais que fará a roda sustentável girar, pois é engajado com as causas sociais e protetor do mundo onde habita. Marcas locais são um bom começo.

Entendendo que nem sempre os preços do pequeno produtor são acessíveis (como citei nesse post), por isso pra você que se encontra em situação financeira vulnerável, mas deseja se engajar, trago como opção para compras a C&A que tem preços acessíveis, mas consegue ir na contramão das práticas condenáveis das fast fashion.

Sendo certificada pelo Moda Livre (app que oferece ao consumidor, de forma ágil e rápida, informações sobre as marcas envolvidas em casos de trabalho escravo na indústria do vestuário nacional e pelo Repórter Brasil (equipe fundada em 2001 por jornalistas e profissionais de outras áreas com o objetivo de fomentar a reflexão e ação sobre a violação aos direitos dos povos e trabalhadores no Brasil).

A cadeia de lojas é comprovadamente 100% livre de trabalho escravo e com transparência divulga todos os fornecedores que produzem suas peças. Além disso, a empresa já recicla a água da sua produção, utiliza algodão orgânico na produção das peças e tem várias nas coleções com a opção sustentável, que garante os materiais limpos utilizados na confecção.

No mês que vem teremos a "Semana Fashion Revolution" com o intuito de mostrar ao mundo que a mudança é possível, através do engajamento de todos! Vamos criar conexões e exigir práticas mais sustentáveis e transparentes na indústria da moda?

São pequenas atitudes que podem colaborar e muito para o Movimento Fashion Revolution. Podemos contar com você para fazermos essa revolução? Trarei mais informações do que vai rolar em breve!



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